domingo, 30 de outubro de 2011

Retiro de Crisma

Tema: "O Espírito descerá sobre vós e Dele receberás força para seres minhas testemunhas no mundo todo." At 1,8


Data:

12 e 13 de Novembro saindo às 13hs do sábado.


Local:

O retiro será realizado na chácara de Tia Dica que gentilmente nos cedeu o espaço.


Programação:

Os crismandos deverão chegar ao local as 14hs do dia 12, e o retorno para suas residencia será no fim da tarde do domingo. Neste intervalo teremos momentos de reflexão, louvor, palestras e mais algumas surpresas que estamos preparando com muito carinho e atenção.



Alojamento
Os quartos serão separados por gênero, meninos de um lado da casa e meninas do outro, com coordenadores em todos os quartos.


Não esquecer de levar:


- Bíblia

- Caderno e caneta

- Colchonete

- Lençol de Cama e cobertor (Travesseiro – opcional)

- Material de Higiene Pessoal (Escova, pasta, toalha, material para banho)

- Remédios pré-programados a serem tomados.



Pagamento:

Ficou decidido que usaríamos os R$ 330,00 que estão em caixa para compra da alimentação. A taxa será de 10,00 relativa apenas ao transporte dos crismando ao local.



Algumas informações importantes:

- É permitido levar celular ao retiro, porém o seu uso indevido (em momento inoportunos ou em excesso) permite que qualquer catequista crismal solicite o aparelho para ser guardado junto aos pertences do crismando.
- É permitido o uso de máquinas fotográficas desde que não atrapalhem momentos e/ou palestras.
- É necessário que haja consciência na utilização do banheiro.
- A Crisma se responsabiliza pela alimentação durante o retiro, todavia é permitido levar qualquer tipo de alimentação extra.
- É expressamente proibido o porte de bebidas alcoólicas de qualquer tipo.
- Não é permitida a saída do local do evento.
- Caso haja alguma particularidade que precise ser respeitada, o crismando deve informar previamente algum dos coordenadores.

Como se preparar para confissão?


“Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. (Jo 20,23)

Seguido de cada Mandamento, estão os pontos que o confrontam e geram pecados em nós, manchando nossa alma. Esses e outros que aqui não estão escritos são os pecados que temos que confessar(se os tivermos cometidos) diante do Tribunal da Penitência, no confessionário, diante do sacerdote ungido de Deus, que pelo sangue de Cristo, o Cordeiros de Deus, pode nos remir de nossos pecados, segundo a ordem de Jesus:

1º – AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS.

  • Duvidei da existência de Deus.
  • Reneguei ou abandonei a Deus, deixei de rezar.
  • Tratei Deus como um objeto e não como Senhor e Pai.
  • Desconfiei de Deus, culpei-o nos momentos de sofrimento ou na doença.
  • Não acreditei na Misericórdia, no seu amor, na sua providência.
  • Revoltei-me contra Deus.
  • Zombei de Deus, na igreja (Nossa Senhora, santos, papa, bispos, padres, etc.)
  • Fui negligente, incrédulo, indiferente a ação de Deus.
  • Fui ingrato, tíbio.
  • Fui preguiçoso.
  • Me envolvi com superstição, espiritismo, umbanda, macumba, maçonaria, cartomante, magia, benzedeiras, adivinhos, horóscopos.
  • Fiz consagrações, passes, controle mental, terapias orientais.
  • Adorei ou invoquei a satanás, espíritos maus e dos mortos.
  • Acreditei em reencarnação.
  • Coloquei as coisas (riquezas, prazeres, poder, etc.) ou pessoas acima de Deus.
  • Profanei os sacramentos ou ações litúrgicas.
  • Pratiquei simonia (compra e venda de realidades espirituais).

2º – NÃO PRONUNCIAR O NOME DE DEUS EM VÃO

  • Pronunciei o nome de Deus em vão (por brincadeira ou brigas).
  • Fiz promessas usando o nome de Deus.
  • Blasfemei, roguei pragas, lancei maldições.
  • Jurei falso.
  • Não cumpri as promessa que fiz a Deus.
  • Usei o nome de Deus como mágico.

3º – GUARDAR DOMINGOS E FESTAS

  • Faltei à missa aos domingos e dias santos por preguiça ou indiferença.
  • Obriguei os outros a trabalharem sem justa causa em dias santos ou domingo.
  • Comunguei em pecado mortal.
  • Trabalhei nesses dias por ambição ou interesses pessoais.
  • Cheguei à missa atrasado só para comungar.
  • Conversei ou me distraí durante a missa.

4º – HONRAR PAI E MÃE

  • Desonrei meus pais, entristecendo-os, desejei-lhes o mal.
  • Desobedeci a meus pais ou superiores.
  • Zombei de pessoas pobres, idosos e deficientes.
  • Neguei ou desprezei a meus pais, aos velhos e aos doentes.
  • Fui impaciente, bruto, estúpido, causei escândalo a meus pais (ou filhos).

5º – NÃO MATAR

  • Expus minha vida ao perigo.
  • Atentei contra a vida do próximo e contra a minha.
  • Tentei suicídio.
  • Dirigi embriagado ou abusei no volante.
  • Pratiquei ou aconselhei a prática do aborto.
  • Coloquei minha saúde em perigo (com alimentação, bebidas, drogas ou remédios).
  • Injuriei os outros.
  • Desejei a morte minha ou do próximo.
  • Tive raiva ou ódio do meu semelhante.
  • Conservei inimizades.
  • Pus em perigo a minha vida espiritual (ou dos outros) com palavras, omissões, atitudes exageradas.
  • Espanquei, feri ou matei alguém.
  • Mandei ou aconselhei a morte.

6º e 9º – NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE e NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO

  • Despi-me com malícia diante dos outros.
  • Pratiquei a masturbação.
  • Pratiquei relação sexual com animais.
  • Pequei contra a castidade com pensamentos e olhares maliciosos, desejos, cobiça, toques, trajes, bailes, piadas imorais.
  • Pratiquei estupro.
  • Procurei ocasiões de pecado.
  • Incentivei a pornografia.
  • Pratiquei a pedofilia (relação sexual com crianças).
  • Tive relações sexuais fora do casamento.
  • Cometi adultério.
  • Pratiquei homossexualismo.
  • Realizei namoro avançado.
  • Desejei a mulher (ou homem) do(a) próximo(a).
  • Tenho relações sexuais com minha esposa ou esposo de maneira animalesca (anal, oral, com filmes pornográficos).
  • Pratiquei incesto
  • Busquei métodos não naturais e ilegais para gerar filhos.

8º – NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO

  • Menti, fofoquei, difamei (falei mal dos outros).
  • Fiz juízos falsos e temerários.
  • Semeei a discórdia.
  • Provoquei inimizades.
  • Violei segredos ou cartas alheias.
  • Dei falso testemunho.
  • Sou crítico e mexeriqueiro, gosto de ouvir falar mal dos outros.
  • Pratiquei a maledicência.

7º e 10º – NÃO FURTAR e NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

  • Furtei coisas ou dinheiro (meus pais ou de outros).
  • Cobicei as coisas alheias.
  • Desviei dinheiro público.
  • Comprei objetos sabendo que eram furtados.
  • Causei prejuízo a alguém.
  • Explorei a outros no comprar ou vender.
  • Fui desonesto no meu trabalho, enganei.
  • Fiquei com coisas achadas se procurar o dono.
  • Planejei algum furto.
  • Não paguei minhas dívidas.
  • Não fui fiel às leis trabalhistas.
  • Não paguei impostos.
  • Tomei algo emprestado e não devolvi.
  • Fui invejoso, ávido, cúpido (cobiçoso).

PECADOS CAPITAIS

  • Fui soberbo.
  • Fui avarento.
  • Fui impuro de coração.
  • Deixei-me vencer pela ira (rancor, vingança, violência, etc.).
  • Fui invejoso e ciumento.
  • Fui guloso.
  • Fui negligente e preguiçoso.

MANDAMENTOS DA IGREJA*

  • Participei das missas inteiras aos domingos e dias santos de guarda.
  • Confessei-me ao menos uma vez por ano.
  • Comunguei ao menos pela páscoa da Ressurreição.
  • Jejuei e me abstive de carne conforme manda a Santa Igreja.
  • Devolvi o dízimo conforme o costume.

    * Nesse caso se refere ás coisas que fiz e não os pecados cometidos. O que está escrito é o certo a se fazer, respeitas as proporções de conhecimento a Deus e consciência também.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Comunhão dos Santos

Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Tu enviaste.” (Jo 17,3). A vida eterna já começou, não começa quando morremos, é a nossa vida que continua e se estende por toda a eternidade. Mais, não é simplesmente uma vida sem fim, é uma vida em plenitude: é conhecer Deus. Os santos são aquelas pessoas que deixaram este mundo e agora vivem em comunhão com Deus: é a Igreja triunfante. Outras pessoas deixaram este mundo mas precisam de purificação, por isso agora estão no Purgatório: é a Igreja purgante. Nós que vivemos neste mundo vamos lutando para alcançarmos a santidade: é Igreja militante ou peregrina. Quando falamos da Comunhão dos Santos queremos dizer que existe uma ligação de amor, uma comunhão, entre a Igreja triunfante, a Igreja purgante e a Igreja peregrina. Esta comunhão fé e de amor, que começa agora e continuará eternamente. cateq-20-a-comunhao-dos-santos.pps

Reflexão: O materialismo, o racionalismo e a concepção edonista da vida que dominam a nossa sociedade, obscureceram no coração de tantos cristãos esta realidade espiritual grandiosa que é a comunhão dos santos. Esta comunhão é viva e operante na Igreja e inclui a Igreja peregrina em terra, a Igreja triunfante do Céu e a Igreja em purificação do Purgatório. A vida terrena é preparação para a eternidade. A morte é uma passagem: a vida continua, deixamos o corpo, mas a alma vive, continua a actuar, amando e louvando a Deus. A Igreja peregrina em terra vive em comunhão com a Igreja celeste, com a oração, com os sacramentos e, na forma mais sublime, celebrando a Eucaristia, fonte inesgotável de comunhão. Esta comunhão inclui a Igreja purgante, uma comunhão de oração e penitência, onde é possível ajudar as almas do Purgatório e receber a bênção da sua gratidão, pois elas intercedem por nós. Em terceiro lugar, pela comunhão dos santos, podemos ver nos bem-aventurados do Paraíso, não simplesmente exemplos a imitar, mas também amigos que nos protegem com a sua intercessão.

Diferença de culto (latria, dulia e hiperdulia)

Alguns protestantes confundem o culto que os católicos tributam aos santos com o culto que se deve a Deus. Para introduzir o assunto da intercessão dos santos é necessário esclarecer a diferença que existe entre os cultos de "dulia", "hiperdulia" e "latria".

Em grego, o termo "douleuo" significa "honrar" e não "adorar".

No sentido verbal, adorar (ad orare) significa simplesmente orar ou reverenciar a alguém.

A Sagrada Escritura usa o termo "adorar" em várias acepções, tanto no sentido de douleuo como de latreuo, como demonstrarei através da "Vulgata", Bíblia católica original e escrita em latim.
"Tu adorarás o teu Deus" (Mt 4, 10)
"Abraão, levantando os olhos, viu três varões em pé, junto a ele. Tanto que ele os viu, correu da porta da tenda a recebê-los e prostrando em terra os adorou" (Gn. 18,2).

Eis os dois sentidos bem indicados pela própria Bíblia: adoração suprema, devida só a Deus; adoração de reverência, devida a outras pessoas.

A Igreja católica, no seu ensino teológico, determina tudo isso com uma exatidão matemática.

A adoração, do lado de seu objeto, divide-se em três classes de culto:

1. culto de latria (grego: "latreuo") quer dizer adorar - É o culto reservado a Deus

2. culto de dulia (grego: "douleuo") quer dizer honrar.

3. culto de hiperdulia (grego: hyper, acima de; douleuo, honra) ou acima do culto de honra, sem atingir o culto de adoração.

A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade, prestando uma homenagem absoluta e suprema, como criador e redentor dos homens. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc.

O culto de dulia é especial aos santos, como sendo amigos de Deus.

O culto de hiperdulia é o culto especial devido a Maria Santíssima, como Mãe de Deus.

Alguns protestantes protestam dizendo que toda a "inclinação", "genuflexão", etc, é um ato eminentemente de "adoração", só devido à Deus.
Já demonstramos, com o trecho do Gênesis, que isso não procede. Todavia, para deixar mais claro o problema, devemos recordar que o culto de "latria" (ou de "dulia") é um ato interno da alma. A adoração é, eminentemente, um ato interior do homem, que pode se manifestar de formas variadas, conforme as circunstâncias e as disposições de alma de cada um.

Os atos exteriores - como genuflexão, inclinação, etc -, são classificados tendo em vista o "objeto" a que se destinam. Se é aos santos que se presta a inclinação, é claro que se trata de um culto de dulia. Se é a Deus, o culto é de latria.

Aliás, a inclinação pode ser até um ato de agressão, como no caso dos soldados de Pilatos que, zombando de Nosso Senhor, "lhe cuspiram no rosto e, prostrando-se de joelhos, o adoraram" (Mc 15, 19).
A objeção protestante, dessa forma, cai por terra. Ou eles teriam que afirmar que havia uma "adoração" por parte dos soldados de Pilatos, o que é absurdo! Eles simulavam uma adoração (ou veneração ao "Rei dos Judeus), através de atos exteriores, mas seu desejo era de zombaria.

Maria Bendita entre as mulheres

O Senhor quis realizar maravilhas em Maria! Quem tem direito de retirar aquilo que o Senhor quis fazer?

Um artista quer fazer uma obra-prima de barro: ele pega o barro e faz dele a sua obra-prima. Deus quis pegar este “barro”: Maria. Ela também é “barro”. Isso não diminui em nada o que a Santíssima Virgem é. Ela é o “barro' como nós. Mas Deus quis fazer maravilhas nessa nossa irmã. Alguém da nossa raça, da nossa estirpe! Nós só temos de exaltar o Senhor como ela O exaltou:

“Minha alma exalta o Senhor e meu espírito se encheu de júbilo por causa de Deus, meu Salvador [...]” (Lucas 1,46-47).

Maria não glorificou a si mesma. Ela O chama: meu Salvador. Foi o Senhor quem pegou o barro da sua humanidade e fez nele maravilhas. Uma vez que fez, está feito.
O Senhor fez maravilhas nela. Que Ele seja glorificado! Quando você exalta as perfeições, a beleza, as maravilhas que Deus fez na Virgem Santíssima, a quem você exalta? Àquele que a fez. Àquele que fez nela maravilhas. Ela mesma declarou isso: “(...) porque o Todo-poderoso fez por mim grandes coisas: santo é o seu Nome”.

Veja:
“Então Maria disse: 'Minha alma exalta o Senhor e meu espírito se encheu de júbilo por causa de Deus, meu Salvador, porque Ele pôs os olhos sobre a sua humilde serva'” (Lucas 1,46-48a).”

Nossa Senhora sabe que é humilde e pobre. O bonito é que ela sempre foi pobre: nunca quis deixar de ser pobre, nunca quis deixar de ser humilde. Ela não se exaltou; cheia do Espírito Santo, Ela proclama a primeira e grande profecia do Novo Testamento:

“Sim, doravante todas as gerações me proclamarão bem-aventurada (...)” (Lucas 1,48b).

Todos aqueles que proclamam Maria bem-aventurada estão realizando essa profecia. Todos aqueles que não quiserem proclamá-la bem-aventurada estarão saindo dessa profecia. A profecia não é de iniciativa humana, a profecia vem de Deus. Foi o Altíssimo mesmo quem pôs nos lábios dela esta profecia: “Sim, doravante todas as gerações me proclamarão bem-aventurada...”

Ao proclamarmos Maria bem-aventurada, estamos simplesmente realizando esta profecia. Por causa de Jesus, o Pai quis fazer nela maravilhas. A iniciativa foi d'Ele. Preste atenção:

“O anjo veio à presença dela e lhe disse: 'Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus, o Senhor está contigo'. A estas palavras, ela ficou grandemente perturbada, e se perguntava o que podia significar esta saudação” (Lucas 1,28-29).

Por que Maria ficou perturbada pensando no que significaria semelhante saudação? Para nós que estamos acostumados a dizer: “Ave-Maria, cheia de graça...”, o termo “graça” não tem tanto peso, passa despercebido. Mas para ela, israelita, que conhecia muito bem as Sagradas Escrituras, o termo “cheia de graça” tinha peso. Ninguém nunca fora saudado assim. Por isso quando o anjo a chama de “cheia de graça” ela fica espantada! É como se ela dissesse: “Não pode ser. Eu, cheia de graça?”

Veja bem, ele a chamou diretamente: “Ave-Maria, cheia de graça...”. Nós na oração dizemos “Ave Maria, cheia de graça!” O anjo, porém, não a chamou pelo nome. Pelo contrário, a chamou: “Ave, cheia de graça”. Este foi o seu nome: “Cheia de graça”. O que queria dizer isso? Todo o amor de Deus, toda a bondade de Deus, toda a benevolência de Deus, toda a graça de Deus, Ele canalizou para ela. O Senhor está lhe dando um nome. E este nome fala daquilo que ela é: a sua identidade.

A ninguém as Escrituras chamam “cheia de graça”, só a ela! Deus investiu tudo em Maria. Tudo o que o Todo-poderoso podia investir, Ele investiu nela. Ela é, por definição de Deus, “a cheia de graça”.

Leia com atenção: “O anjo lhe disse: 'Não temas, Maria, pois obtiveste graça junto a Deus'” (Lucas 1,30).

Ela ficou perturbada, por quê? Imagine um rei que se encantasse com você. Você encontrou graça diante desse rei: Você tem entrada diante dele. Que coisa maravilhosa! Diante de quem Maria encontrou graça? Diante de Deus. Obteve graça diante do Senhor, o seu Deus. Foi Ele quem a escolheu.

“Eis que engravidarás e darás à luz um filho, e lhe darás o nome de Jesus” (Lucas 1,31).

Veja quem é este Jesus: “Ele será grande e será chamado filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai; Ele reinará para sempre sobre a família de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lucas 1,32-33).

Ele será o Messias. Ele será Filho do Altíssimo. Não será um qualquer. Ele será grande. Ele terá o trono de David. Eternamente reinará na casa de Jacó. O Seu Reino não terá fim. O Filho de Maria é Filho de Deus. O Filho de Maria é o Messias. O Filho de Maria é o Salvador. A Santíssima Virgem Maria é a Mãe do Salvador. É a Mãe do Filho de Deus. Mãe do Messias esperado.

domingo, 25 de setembro de 2011

Festa de São Francisco 2011

Começa neste domingo, 25 de setembro e vai até o dia 04 de outubro, a Festa de São Francisco de Assis 2011, realizada pela Paróquia São Francisco de Assis, em homenagem ao Santo que nomeia a igreja.

Tema deste domingo: Jesus Recupera os Excluídos – Noiteiros: Famílias, Celebrante: Pe. Cosme Lima, Animação: ECC, Alimento: Farina e a programação Cultural de Jorge Brandão.

Temas da semana:

Segunda 26/9: Jesus Encontra seus Seguidores. Noiteiros: Artistas, Artesãos e Músicos.

Terça 27: Jesus Encontra Nicodemos. Noiteiros: Funcionários Públicos/Justiça.

Quarta 28: Jesus Encontra os Doentes. Noiteiros: Saúde/ Melhor idade / Aposentados.

Quinta 29: Jesus Encontra as Crianças. Noiteiros: Educação / Crianças.

Sexta 30: Jesus Encontra os Amigos. Noiteiros: Universitários / Comunidade Urbanas.

Sábado 01/10: Jesus Encontra o Povo. Noiteiros: Comunidades Rurais.

Domingo 02: Jesus Encontra as Autoridades. Noiteiros: Comerciantes / Comerciários / Bancários e Motoristas.

Segunda 03: Jesus Encontra a Samaritana. Noiteiros: CHESF / Forças de Ordem.

Terça – feira, 04 de outubro – Festa de São Francisco – às 8:00h - Procissão Fluvial – Saída da Igreja de São Francisco.Às 10:00H – Missa das Crianças, às 16:00h – Procissão – Missa Festiva. Celebrante: Pe. Celso Anunciação. Animação: Coral São Francisco. Programação Cultural: Espetáculo – O Rio – APDT.

O Evento contará com novenas, bringos, arte, ecologia e muita confraternização, para levar Jesus Cristo a todas as pessoas.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Encerramento do Jubileu Diocesano

A procissão
Com muita animação e DISPOSIÇÃO, por volta das 16hs do sábado 17 de Setembro, teve inicio a caminhada saindo da Catedral de Nossa Senhora de Fátima rumo ao Parque de Exposições de Paulo Afonso, onde ocorreram as solenidades de encerramento do ano Jubilar diocesano.

Uma multidão de dezenas de milhares de pessoas invadiram as ruas do centro, com grande louvor e júbilo agradecendo ao Nosso Deus pelos 40 anos da diocese.O garoto propaganda da crisma Igor já está parecendo estrela de Hollywood se escondendo dos fotógrafos, quer cobrar cachê.

Uma parada pra reabastecer, coca-cola com pão doce e gato mal-passado.
A imagem do Nosso Senhor do Bonfim foi trazida em razão de uma promessa feita pelo capitão-de-mar-e-guerra da marinha portuguesa, Theodózio Rodrigues de Faria, que, durante forte tempestade prometeu que se sobrevivesse traria para o Brasil a imagem de sua devoção. Assim, em 18 de abril de 1745, réplica da representação do santo existente em Setúbal, foi trazida da terra natal do capitão, e abrigada na Igreja da Penha até o término da construção da Igreja do Senhor do Bonfim. Em 1754, a parte interna da Igreja do Senhor do Bonfim foi finalizada e as imagens transferidas para lá em procissão, onde foi celebrada missa solene.

É a terceira vez que a imagem deixa a Igreja para uma visita.

Muitos religiosos e religiosas também participaram da caminhada pelas ruas da cidade.
O parque de exposições recebeu uma decoração especial para as comemorações do jubileu diocesano, uma réplica da catedral de Nossa Senhora da Fátima foi montada na entrada do local.
A Santa Missa
Missa Solene de Ação de Graças Presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil Dom Lorenzo Baldisseri Embaixador do Vaticano no Brasil e, portanto, representante do Papa Bento XVI e, concelebrada pelo Arcebispo de Aracaju - D. José Palmeira Lessa e os bispos D. José Geraldo da Cruz - Juazeiro/BA, D. Marco Eugênio de Almeida - Estância/SE e Dom Guido Zendron - de Paulo Afonso.

O Show

Após a celebração foi a vez do show da cantora Joana, que já era esperado pelo povo e não deixou a desejar. Com sua voz marcante, interpretou músicas de Pe. Zezinho e outros artistas, além, é claro, de composições suas, como A Padroeira.

Barraca do refrigerante


A noite da terça-feira 13 de Setembro foi a vez da nossa turma de Crisma servir os refrigerantes na praça de aimentação das comemorações do Jubileu diocesano.
Ingrid depois de ganhar o coração do rapaz conhecido como "galego da moda K" comeu mais uma tortinha, competindo com Alex pra ver quem come mais tortas.

As nossas recepcionistasAline e Roberta. Essa mãozinha aí em cima pela brancura e delicadeza, só pode ser de Igor, o nosso garoto propaganda.

Mais uma vez o nosso muito obrigado a todos os que participaram e ajudaram, seja doando os refrigerantes ou mesmo servindo.

Jubileu da Juventude

Aconteceu no último dia 12 de setembro o Jubileu da juventude, trata-se do dia com a programação voltada aos jovens nas comemorações do Jubileu dos 40 anos da diocese dePaulo Afonso BA.Inicialmente os presentes ao pátio da igreja São Francisco tiveram a oportunidade de conhecer o testemunho de vida de jovens que depois de muito procurarem, encontraram a verdadeira felicidade na vida consagrada ao serviço do SenhorEm seguida um momento muito especial, todos fizeram um grande silêncio em respeito à presença de Jesus Sacramentado.
Com faixas, cartazes e muita animação ao som de um trio elétrico os jovens mostraram através das ruas do centro de Paulo Afonso a verdadeira razão da felicidade: JESUS CRISTO.

Ao final da caminhada todos se reuniram em frente à Catedral de Nossa Senhora de Fátima e com muita animação foi promovido um momento de grande confraternização.
Às 19:00hs o momento mais importante do dia: A celebração da Santa Missa.Ao final das programações todos puderam apreciar as apresentações culturais e as deliciosas comidasd preparadas pela comunidade.

Obrigado a todos os crismandos que participaram de mais este momento de louvor ao Nosso Deus.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Crismar-se por que?

A Confirmação e a beleza de Deus
Em breves linhas, esquematizarei uma Carta Pastoral de Dom Bruno Forte, bispo, reconhecido teólogo italiano. Ele trata nesta Carta, em forma muito simples, o que é a Crisma. Acho interessante aproveitar seus ensinamentos.

O Que é a Crisma?
Segundo o que entendemos por Sacramento – sinal eficaz do agir divino – a Crisma é o Sacramento onde se doa “o selo do Dom do Espírito Santo”. O Espírito do Ressuscitado toma posse do coração, realizando nele o que diz o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (5,5). Podemos então compreender a grandeza deste dom que manifesta quanto é importante e quanto seja difícil amar autenticamente, descobrindo no intimo de cada um de nós a necessidade de uma força que “venha do alto” e nos faça amar muito além das nossas fragilidades e medos. É uma necessidade que se apresenta “urgente”, mesmo depois de termos recebido o Batismo. Lembremos como isto acontecia já nos primeiros tempos da pregação apostólica (cf. Atos 8,14-17).
Quem é este Espírito Santo? Em Deus, que é Amor, há um Eterno Amante, o Pai, sempre e para sempre fonte do amor; há um Eterno Amado, o Filho, que acolhe o amor e o agradece (ensinando-nos que também o receber é divino); e há o Amor Pessoal, o Espírito, doado pelo Pai e pelo Filho, que, ao mesmo tempo, une o Pai e o Filho e abre o Amor Trinitário para derramar-se esplendorosamente na criação. Os Três são Um na comunhão profundíssima do amor divino, o único Deus na Trindade das Pessoas. Quando o Espírito toma posse, habita em nós, age ao mesmo tempo como vinculo de unidade e fonte de liberdade: une nosso coração ao Pai, nos apresenta Jesus e nos impulsiona a doar-nos aos outros no amor, valorizando plenamente nossa liberdade (cf. Gálatas 5,25). Caminha segundo o Espírito quem vive a fé, a esperança e a caridade, testemunhando aos outros com alegria e convicção a beleza sempiterna de Deus.

Como atua o Espírito Santo em quem o recebe?
O apostolo Paulo nos fala dos frutos do Espírito na Carta aos Gálatas (cf. Gálatas 5,22). Para que possamos vive-los, o Espírito derrama em nós seus dons, ajudando-nos a corresponder docilmente à chamada divina para cada um de nós.

Quais sãos estes dons? A tradição eclesial reuniu os dons que foram enumerados pelo profeta Isaías (11,1-2). A estes, foi acrescentado depois o dom da piedade, que, em certo modo une a todos na adoração humilde e amorosa de Deus. Falamos então de sete dons, como a plenitude de graça que Deus derrama em nossos corações. Nesses dons, podemos reconhecer o vigor divino que a Crisma é capaz de produzir em nós.

O Dom da Sabedora nos ajuda a contemplar a complexidade do mundo e da vida em Deus, e saborear na profundidade do relacionamento com Ele o sentido que dá luz e força a cada passo do nosso caminho.

O Dom do Intelecto nos educa para saber ler em cada situação a Sua escondida Presença e a discernir concretamente o que Ele nos pede.

O Dom de Conselho nos guia na diversidade das decisões a tomar, para que possamos escolher o que justo diante de Deus daquilo que “parece vantajoso” aos olhos do mundo, e colocar-nos decididamente a serviço dos outros com generosidade.

O Dom da Fortaleza nos ajuda a sermos fiéis ao Senhor na multiplicidade dos momentos e das estações da vida, de modo que não nos deixemos seduzir das tentações do egoísmo e de perversos cálculos para lucrar em prejuízo do próximo.

O Dom da Ciência é aquele que brota da ponderação de todos os conhecimentos sobre o mistério ultimo que envolve todas as coisas, superando a pobreza de uma visão que se detém somente naquilo que aparece: graças a este maravilhoso dom, podemos experimentar quão verdadeiro seja “que não é o conhecimento a iluminar o mistério, mas, é o mistério a iluminar o conhecimento” (Pavel Evdokimov).

O Dom de Piedade acende em nos a ternura para com Deus, nos enamora de Deus e nos faz desejar render-Lhe glória em todas as coisas. Graças a esse dom, não procuraremos apenas o consolo de Deus, mas, desejaremos também alegar-nos com sua alegria e sofrer as dores que n’Ele o pecado produz.

O Dom de Temor de Deus é a atitude que nos faz viver constantemente sob o olhar do Senhor, preocupados de que El se sinta feliz de nosso proceder antes que aos homens, porque nisto é que se encontra consolo autentico, e liberdade plena. Este dom nos faz perceber a gravidade do pecado que nos separa de Deus, única fonte de todos os bens. Os santos manifestam a plenitude do agir de todos os dons: por isso é tão belo conhecer suas vidas e deixar-se guiar pelos seus exemplos. Às vezes, um episodio da vida dos santos nos ajuda muito mais do que profundas reflexões e palavras.

É importante crismar-se, porque?
De tudo o que falamos, percebemos quão importante seja crismar-se, já que a Crisma nos leva a atingir a plenitude da “iniciação cristã” começada no Batismo: temos necessidade de sermos fortificados pelo Dom de Deus, para sermos capazes de acreditar, esperar e amar muito além de nossa fraqueza, aprender a agir em comunhão com a Igreja, para comunicar toda a beleza do Senhor.

Claro que, o Pão Eucarístico é já cume e fonte da vida cristã, nutrimento e força do agir do Espírito Santo: no entanto, tenho necessidade deste Dom pessoal do Espírito Santo, que me faz participe da luz divina a fim de reconhecer a verdade que salva e me ensina a discernir a vontade do Pai, que nos ama. Na verdade, é “Deus a confirmar-nos”, a iluminar-nos e a dar-nos força e firmeza pelo poder do Seu Espírito. Quem de nós pode amar profundamente apenas com as pobres forças humanas? É difícil. Nós precisamos, verdadeiramente, da força espiritual que Deus, só Ele, pode doar para vencer nossos egoísmos e o medo de amar até as últimas conseqüências. De fato, não é a mesma coisa receber ou não o dom da Confirmação: o Dom do Espírito, Sua “Confirmação”, Sua “Unção”, são fundamentais, muito a pesar de que não poucas vezes, pela nossa negligencia, seu fogo deve ficar escondido sob as cinzas do esquecimento. Para salvar-nos temos necessidade da misericórdia de Deus, do Seu Espírito Santo. Será na Igreja, a comunidade de fé e amor, onde o Espírito se derrama em nossos corações, é nela que recebemos a graça do Divino Consolador. Por isso, a Crisma é também “dom precioso para toda a comunidade” e não uma ação individualizada/isolada para cada crismado. Graças a este dom, somos chamados a crescer no conhecimento de pertencer radicalmente à Igreja de Jesus, de usufruir do grande tesouro de graças e bênçãos que nela existem, mas também de corresponder à responsabilidade de participar à vida da comunidade e a sua missão com todo o coração, colocando a disposição dos membros da comunidade todos os dons que Deus doa a cada um de nós.

Quando crismar-se?

Todas as idades da vida são importantes aos olhos de Deus. É importante saber que sem falsas insistências, devemos preparar-nos conscientemente para Confirmar-nos no dom do Espírito. Será o Espírito Santo a confirmar-me com a vida divina, mais do que o crismado a confirmar sua escolha para a vida cristã. Certamente, o fato de pedir a Crisma é sinal de maturidade, mas, isto não deve escurecer em nós o primado da graça, do agir do Senhor. A escolha melhor para ser Crismado é aquela que me coloca inteiramente dentro de um processo global e integral de iniciação à vida Cristã, em estreito relacionamento com o Batismo e a preparação e freqüência à mesa eucarística, depois de um ponderado percurso (no mínimo de dois anos). Assim. Podemos perceber a intima relação que há entre ser confirmado na fé e participar da mesa eucarística.

Mesmo se a pessoa a crismar-se fosse adulta, isto não isenta a exigência de uma adequada preparação, que ajude o catequizando adulto a tomar consciência do que signifique realmente “ser cristão”. Assim ele poderá participar frutuosamente da vida da comunidade, onde celebrará a páscoa do Senhor na Palavra e na Eucaristia, e inserir-se ativamente no serviço caridoso aos mais pobres e vulneráveis, no exigente exercício da caridade.
Quem são os protagonistas da crisma?

O primeiro protagonista é o crismado, que pede receber a Crisma. Este pedido deve ser livre, meditado, consciente e alegre. A preparação é missão é de toda a comunidade cristã para que ele compreenda e viva plenamente o que o Sacramento da Crisma significa: sem duvida que não podem faltar a família e a/as pessoa/as que assumem o encargo de padrinhos e madrinhas.

É fundamental pra uma frutuosa catequese crismal envolver, se possível, toda a família na preparação do crismando: seja na preparação mesmo quanto na celebração da Eucaristia no dia da Crisma e depois no decorrer da vida. À comunidade paroquial pede-se uma grande responsabilidade no fato de acompanhar os crismandos, especialmente o pároco e os catequistas que assumem o empenho de fazer crescer no crismando o sentido da presença do Espírito de Deus em sua vida.

A respeito do padrinho ou da madrinha seria ótimo que fosse a mesma pessoa que levou o crismando quando pequeno a batizar-se. Isto manifesta a unidade desses dois sacramentos no único caminho de crescimento da fé. A missão do padrinho ou da madrinha é acompanhar o crismado a crescer e amadurecer a fé, especialmente no que diz à fidelidade ao projeto do Pai e a entrosar-se responsavelmente na comunidade eclesial, apoiando-o com a oração e a companhia fraterna. Por isso, devemos superar o costume de escolher padrinhos simplesmente pela simpatia, afinidade com a família, a conveniência social ou afetiva. A Igreja de deve informar adequadamente os candidatos à crisma para que façam escolhas pertinentes.

Ente os protagonistas da Crisma, sem dúvida que a pessoa do Bispo, ministro ordinário e originário deste Sacramento é fundamental. Ele é o sucessor dos apóstolos, sinal e instrumento da unidade da comunidade cristã. Percebe-se assim que a Crisma é um valioso instrumento para acolher a Crisma como aquele sacramento que nos une mais estreitamente à Igreja, a suas origens e a sua missão apostólica. Sabemos que, se for necessário, o Bispo pode delegar um presbítero preparado e ciente da missão que realiza em nome do bispo e de toda a Igreja.

Não podemos esquecer que acima de todos os protagonistas, sem duvida, aquele que é o maior é o Senhor mesmo. O Sopro divino é um só e nos somos as velas que o direcionamos, para que nos conduza a Deus. Como diz Paulo na 2a Carta aos Coríntios: “É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também é Deus que nos ungiu. Foi ele que imprimiu em nós a sua marca e nos deu como garantia o Espírito derramado em nossos corações” (1,21-22).

Para onde nos conduz a crisma?

A Crisma nos conduz para uma vida nova no Espírito. Vida que cresce progressivamente e que abre caminhos insuspeitados para descobrir nossa vocação particular na Igreja de Deus.

Devemos, por isto, descobrir humildemente os dons que Deus derrama em nossos corações, para desabrochá-los ao longo da existência. O Espírito de Deus nos prepara e nos conduz para descobrir esse relacionamento profundo, íntimo e único com Deus.

É importante por isso a perseverança na comunidade eclesial, especialmente de inserir-se em algum movimento ou grupo serio e responsável de jovens.

Assumir o sacramento da Crisma é abrir o coração a um novo horizonte de vida; iniciar com Deus uma nova história de fé e de amor que nos permita realizar coisas importantes e valiosas na vida; de modo que contemplando nossas obras, as pessoas louvem ao Pai do Céu e a sua infinita beleza e misericórdia. É muito bonito o que diz o profeta Miquéias: “Já te foi indicado, ó homem, o que é bom, o que o Senhor exige de ti. É só praticar o direito, amar a misericórdia e caminhar humildemente com teu Deus” (6,8).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Espiritismo

Qual a origem do Espiritismo?
O espiritismo nasceu nos EUA com as irmãs Fox (1847) , a partir das quais Alan Kardec elaborou a doutrina de evocação dos mortos e reencarnação, etc.


Porque o católico não pode ser espírita?


´O Espírito diz expressamente que nos tempos vindouros, alguns apostatarão da fé(se afastarão da fé), dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas diabólicas´ (1 Tim 4,1).


Em que pesa a doutrina da Igreja, bem como a sua Tradição e o seu Magistério, mostrarem a radical incompatibilidade entre o Cristianismo e o espiritismo, muitos católicos, fracos na fé e pouco conhecedores da doutrina, teimam em persistir neste sincretismo perigoso. Vão à missa e ao culto espírita, como se isto não fosse proibido pela fé católica. É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um católico ser também espírita.


O livro do Levítico traz a mesma condenação: “Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis para que não sejais contaminados por eles”. (Lv. 19,31).


A prática do espiritismo sempre foi severamente proibida por Deus. Abaixo estão alguns textos da Bíblia com referência ao espiritismo e também à adivinhação, que freqüentemente acompanha os que se dizem médiuns:
"Se alguém recorrer aos médiuns e adivinhos, prostituindo-se com eles, eu voltarei minha face contra ele e o eliminarei do meio do povo" (Lv 20,6).

"O homem ou a mulher que se tornar médium ou adivinho, serão mortos por apedrejamento. São réus de morte" (Lv 20,27).
Não se ache o meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações" (Dt 18,10-12).
Saul morreu assim por causa do mal que tinha feito contra o Senhor e por não ter obedecido à palavra do Senhor e por cima ter consultado o espírito dum defunto para obter uma revelação, em vez de buscar revelação da parte do Senhor. Por isso o Senhor o fez morrer e transferiu a realeza para Davi filho de Jessé" (1Cr 10,13-14).
"[Manassés] Passou seu filho pelo fogo; praticou a encantação e a magia, estabeleceu necromantes e adivinhos; numa palavra, fazia continuamente o que desagradava ao Senhor" (2Rs 21,6).
Certo dia, quando íamos para a oração, veio ao nosso encontro uma jovem escrava que tinha o espírito de Píton. Com suas adivinhações dava muito lucro aos patrões. 17 Começou a seguir Paulo e a nós, gritando: “Estes homens são servos do Deus altíssimo e vos anunciam um caminho da salvação”. 18 Isto repetiu-se por muitos dias. Enfim, aborrecido, Paulo voltou-se para ela e disse ao espírito: “Em nome de Jesus Cristo, ordeno-te sair desta moça”. No mesmo instante o espírito saiu" (At 16,16-18).


Essa contaminação espiritual é perigosa para o cristão. Por se tratar de um pecado grave, essa prática o coloca sob a influência e dependência do mundo tenebroso dos demônios.


A primeira conseqüência para a pessoa que se dá a essas práticas proibidas, é um esfriamento espiritual. Começa a esfriar na fé, deixa a oração, os sacramentos, e torna-se fraco na fé, na esperança e na caridade, até, digamos, morrer espiritualmente.


Se você entra num ambiente espírita, de macumba, candomblé, etc., mesmo que seja apenas por curiosidade, sem maldade, você está pecando e colocando sob o jugo do demônio. Neste assunto, é a “curiosidade” que leva muitos católicos ao pecado.


Sabemos que o demônio pode se fazer presente nesses ambientes, já que a Igreja nos garante que nenhum “espírito” dos mortos andam perambulando pelo mundo e, muito menos “baixando” em lugar algum. Os espíritos que baixam nesses centros, se baixam, são certamente espíritos malignos (anjos caídos/demônios).


"Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o Juízo" (Heb 9,27). Somos salvos pelo Sangue do Senhor, pela graça justificadora , e não por sucessivas reencarnações purificadoras. Jesus disse a São Dimas , o bom ladrão : "Hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23,43). Jesus eliminou nitidamente , nessa expressão , a chance de qualquer reencarnação. Dimas não reencarnaria muitas vezes para ser salvo. Toda a pregação da Igreja é baseada na esperança da ressurreição.


O espiritismo nega pelo menos 40 verdades da fé cristã:
1. Nega o mistério, e ensina que tudo pode ser compreendido e explicado.
2. Nega a inspiração divina da Bíblia.
3. Nega o milagre.
4. Nega a autoridade do Magistério da Igreja.
5. Nega a infalibilidade do Papa. 6. Nega a instituição divina da Igreja.
7. Nega a suficiência da Revelação.
8. Nega o mistério da Santíssima Trindade.
9. Nega a existência de um Deus Pessoal e distinto do mundo.
10. Nega a liberdade de Deus.
11. Nega a criação a partir do nada.
12. Nega a criação da alma humana por Deus.
13. Nega a criação do corpo humano.
14. Nega a união substancial entre o corpo e a alma, (a morte acontece exatamente pela separação da alma e do corpo).
15. Nega a espiritualidade da alma.
16. Nega a unidade do gênero humano.
17. Nega a existência dos anjos.
18. Nega a existência dos demônios.
19. Nega a divindade de Jesus.
20. Nega os milagres de Cristo.
21. Nega a humanidade de Cristo.
22. Nega os dogmas de Nossa Senhora (Imaculada Conceição, Virgindade perpétua, Assunção, Maternidade divina).
23. Nega nossa Redenção por Cristo (é o mais grave!).
24. Nega o pecado original.
25. Nega a graça divina.
26. Nega a possibilidade do perdão dos pecados.
27. Nega o valor da vida contemplativa e ascética.
28. Nega toda a doutrina cristã do sobrenatural.
29. Nega o valor dos Sacramentos.
30. Nega a eficácia redentora do Batismo.
31. Nega a presença real de Cristo na Eucaristia.
32. Nega o valor da Confissão.
33. Nega a indissolubilidade do Matrimônio.
34. Nega a unicidade da vida terrestre.
35. Nega o juízo particular depois da morte.
36. Nega a existência do Purgatório.
37. Nega a existência do Céu.
38. Nega a existência do Inferno.
39. Nega a ressurreição da carne.
40. Nega o juízo final.


Apesar de tudo isso muitos continuam a proclamar que o espiritismo e o Cristianismo ensinam a mesma coisa… Na verdade é o Joio no meio do trigo (Mt 13,28), que o inimigo semeou na messe do Senhor. Nada como o espiritismo nega tão radicalmente a doutrina católica. Ouçamos, finalmente, a palavra oficial da nossa Mãe Igreja, que tão bem nos ensina através do Catecismo:


“Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõem descobrir o futuro. A consulta aos horóscopos, à astrologia, a quiromancia (leitura das mãos), a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão (bolas de cristais), o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo em que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus”. (CIC 2116)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dons do Espírito Santo



Toda pessoa humana ao ser batizada recebe além da habitação de Deus na sua alma, virtudes, dons infusos ou de santificação e dons efusos ou carismáticos. Com o batismo, o cristão nasce para a vida em Cristo, que pela intervenção do Espírito Santo o justifica e o renova em todo o seu ser, formando nele um filho de Deus.



Os dons infusos ou de santificação são instrumentos poderosos de Deus para a construção da santidade em nossas vidas, enquanto que os dons efusos ou carismáticos são instrumentos também poderosos que nos capacitam a sermos servos competentes e eficientes. Mas, para que isso aconteça, precisamos nos abrir à sua atividade, e à sua ação, tanto num caso como no outro.
Os dons infusos estão profundamente ligados às mais elevadas operações da vida espiritual, isto é, eles realizam no homem uma atividade que consiste em revestir as almas dos “Hábitos da Trindade”, com o desaparecimento do “eu” para que só Deus tome as iniciativas.



Já os carismas, num total de nove, são dons para o serviço e o bem comum; e são concedidos como manifestações atuais, de acordo com a vontade de Deus.



O objetivo verdadeiro da atividade dos dons do Espírito Santo portanto, é proporcionar a transformação do modo humano de agir para a união transformante. A pessoa batizada inicia sua vida, essencialmente dependente de Deus, imperfeitamente, pois não sabe ainda como agir para viver “à maneira de Deus” até que seja estabelecida, de modo permanente, na intimidade das Pessoas divinas.



A medida que o cristão avança na vida divina nele desabrocha a graça do batismo que o faz participante da natureza divina, que foi comunicada ao Filho pelo Pai e por ambos ao Espírito Santo e finalmente pela graça recebida no batismo, foi comunicada a todos nós. É desta graça recebida no batismo que deriva o sentido sobrenatural das virtudes e dos dons do Espírito santo.



Dons infusos:


Temor a Deus, Piedade, Fortaleza ou espírito de Fortaleza ou ainda coragem, Prudência ou espírito de Conselho, Ciência ou espírito de ciência, Entendimento ou espírito de Inteligência, Sabedoria ou espírito de Sabedoria.


Dons efusos ou Carismáticos:


línguas, profecia, interpretação, ciência, sabedoria, discernimento dos espíritos, cura, fé, milagres.


Para saber mais: http://www.comshalom.org/formacao/espirito/os_dons_infusos_do_espirito_santo.html





domingo, 5 de junho de 2011

Fé e conversão




'Creio em Deus Pai todo poderoso...'
A palavra fé vem do grego 'pisteuo', que significa crer, prestar adesão a alguém. Deus comunica o seu amor aos homens e espera uma resposta concreta para a realização de suas obras. A fé é a resposta do homem ao Deus que se revela. Esta comunhão é confirmada quando o homem submete completamente sua inteligência e vontade a Deus. Em obediência a Palavra de Deus, o homem livremente inicia a vida de fé quando abre os olhos para a verdade e assume a graça de participar e optar definitivamente pelo plano de salvação.
'De fato, é pela Sua graça que fostes salvos, mediante a fé, e isto não procede de vós: é dom de Deus'(Ef 2,8).
A virtude sobrenatural da fé é cultivada pela caridade. (Cf II Ts 1,3)
O amor é a única condição que intensifica o progresso na comunhão da fé autêntica e das obras de misericórdia. (Cf Tg 2, 14-23)
Fé não significa apenas acreditar na existência de Deus. 'Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem'(Tg 2,19).
As palavras afirmadas devem seguir as exigências estabelecidas pelos ensinamentos de Jesus. Fé é uma afirmação que nos leva a missão de percorrer o caminho da ressurreição para encontrarmos a vida nova em Nosso Senhor Jesus Cristo.
A raiz da fé não está firmada nos sentimentos. Nenhuma situação ou acontecimento pode alterar o verdadeiro sentido desta certeza manifestada pela glória de Deus (Cf Jo 11,40).
'Fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê' (Heb 11,1).É a posse antecipada do que se espera, é uma demonstração da realidade ainda não acontecida.
Fé é o caminho da entrega e do abandono. É como atravessar um túnel, embora tudo pareça escuro, temos a certeza de encontrar a luz no final.
Como opção definitiva, a fé exige perseverança e fidelidade: 'Combate o bom combate, com fé e boa consciência; pois alguns, rejeitando a boa consciência, vieram naufragar na fé' (I Tim 1,18-19).
'Mas quando vier o Filho do homem, achará fé sobre a terra?' (Luc 18,8).
A conversão parte da fé: 'Crede em Jesus, arrependei-vos de vossos pecados e então podereis viver a vida do Filho de Deus ressuscitado' (Ato 2,38).
Conversão é a escolha radical, é a opção determinada pela causa do Reino de Deus.Essa transformação acontece quando o arrependimento leva a pessoa a renunciar ao pecado para buscar uma vida nova.
Jesus quer salvar e nos conduzir ao Pai. Aceitar Jesus implica uma mudança de valores, de atitudes e de vida.
A experiência com Deus é a causa principal para que aconteça a confirmação da mudança de vida. A conversão de Santo Agostinho é um exemplo marcante na história do mundo, mesmo tarde, não deixou de amar a Deus, renunciou ao pecado para buscar definitivamente o caminho da santidade.
A conversão de Saulo também é outro sinal da misericórdia de Deus. Depois de tanto perseguir os cristãos, durante uma viagem a Damasco, Jesus o faz reconhecer seu erro, com a pergunta: 'Saulo, Saulo, por que me persegues?'.
(Cf At 9,1-9). Saulo coloca-se diante do Senhor sem resistir ao seu chamado e cumpre fielmente a sua missão de servir à Igreja.
Não basta viver a conversão por tempo determinado. Quando conhecemos a verdade devemos ser fiéis no compromisso com Deus. Nossa resposta deve ser uma só: 'Dizei somente sim se é sim; não se é não' (Mt 5,37). Perseveremos diante das dificuldades na caminhada. Renunciemos ao pecado e deixemos o Senhor nos modelar para sermos transformados em criaturas novas...

sábado, 21 de maio de 2011

A Fé e a razão





A Fé consiste na aceitação das verdades que Deus, Verdade Absoluta -- nos revelou, e que a Igreja confirma. Como Deus é infinitamente veraz e sábio, Ele não pode errar, nem nos enganar. Logo, tudo o que é de Fé, é absolutamente certo.


Por outro lado, a razão nos foi dada por Deus Nosso Senhor para pesquisar e conhecer as verdades naturais. A Ciência procura conhecer as leis que Deus colocou na natureza. Sendo Deus o autor dessas leis, e sendo Deus o revelador das verdades da Fé -- não sendo possível haver contradição em Deus-- jamais as verdades da Fé estarão em contradição com as verdades científicas ou racionais.

Se houver algum choque, só pode ser por erro da ciência dos homens, nunca, jamais da parte de Deus ou da Igreja, que são infalíveis. E é o que a História tem demonstrado. Sempre que a Ciência tentou negar a Fé ficou provado que ela errara. Veja, por exemplo, a questão da geração espontânea. Veja as falsificações dos fósseis para provar a origem simiesca do homem. Veja a confusão atual da doutrina evolucionista, que se meteu, e está hoje entalada, num pantanal de contradições.


Há dois erros opostos quanto ao valor da razão:
1) o racionalismo;

2) o irracionalismo.



O racionalismo pretende que a razão humana é capaz de tudo compreender. Ora, isso é um absurdo.

Cada homem compreende que a sua inteligência é limitada. Se todo os homens tem inteligência limitada, é impossível que a humanidade tenha razão ilimitada.Mesmo um autor insuspeito como Karl Popper confessou que: "O racionalismo é uma fé irracional na razão". Essa "Fé" irracional na razão se manifesta no marxismo, no positivismo, no cartesianismo, e na Teologia da Libertação que é, como confessou o ex-Frei Boff, marxismo na Teologia.O irracionalismo nasce dos fracassos do racionalismo e do cientificismo. Exagerando na direção oposta, o irracionalismo nega qualquer valor à razão.Nos tempos modernos, Lutero chamou a razão de "a meretriz louca". Esse negação da luz da razão, que Deus colocou em todo homem que vem ao mundo, conduz a movimentos e filosofias anti-racionais. Exemplo típico do irracionalismo moderno foi o nazismo. Outros exemplos de irracionalismo podem ser encontrados nas seitas supostamente místicas e pentecostais, que colocam a emoção, o sentimento acima da razão.


Resumindo, a razão tem valor sim, mas ela deve estar sempre subordinada à fé.

A Fé é uma luz superior à da razão. Ela permite "ver" o que a razão não alcança




Letra da música apresentada na catequese 21/05/2011:


"Foi Deus quem colocou no coração do homem

o desejo da verdade

De O conhecer a Ele,

ó fé não tenhas medo da razão
Razão quem te criou foi Deus


Duas asas que nos elevam para o céu

Duas asas que nos elevam em contemplação


Deus sempre abençoa o esforço da busca,

crer nada mais é pensar querendo

Pensar crendo e pensando crer

O Eterno entra no tempo,

o Tudo esconde-se no fragmento

Falar de fé não é fácil,

nem todo o que acredita crê

A fé e a razão, a fé e a razão, razão e a fé.

A fé e a razão, a fé e a razão, razão e a fé.



Deus sempre abençoa o esforço da busca,

crer nada mais é pensar querendo

Pensar crendo e pensando crer

O Eterno entra no tempo,

o Tudo esconde-se no fragmento



Deus assume um rosto humano

e todos têm acesso ao Pai


A fé e a razão, a fé e a razão,

razão e a fé Duas asas que nos elevam para o céu"

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A diferença entre a Bíblia católica e a protestante

Demoraram alguns séculos para que a Igreja Católica chegasse à forma final da Bíblia, com os 72 livros como temos hoje. Em vários Concílios, ao longo da história, a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo 16,12-13) estudou e definiu o Índice (cânon) da Bíblia; uma vez que nenhum de seus livros traz o seu Índice. Foi a Igreja Católica quem berçou a Bíblia. Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum 8; CIC,120). Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (CIC,119).

Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte: (1) Deveria ter sido escrito na Terra Santa; (2) Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego; (3) Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.); (4) Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés. Esses critérios eram puramente nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia em 537aC. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriomente. Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa. Em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu. Essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram. Havia, dessa forma, no início do Cristianismo, duas Bíblias judaicas: a da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX).

Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos. Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos Apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15. Nos séculos II a IV, houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Mas a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros. Após a Reforma Protestante, Lutero e seus seguidores rejeitaram os sete livros já citados. É importante saber também que muitos outros livros, que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e de Macabeus II; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus. Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha. No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel. Lutero, quando estava preso em Wittenberg, ao traduzir a Bíblia do latim para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia. Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8). Se negarmos o valor indispensável da Igreja Católica e de sua Sagrada Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. Note que os seguidores de Lutero não acrescentaram nenhum livro na Bíblia, o que mostra que aceitaram o discernimento da Igreja Católica desde o primeiro século ao definir o Índice da Bíblia. É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje